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Repórter de TV americana diz que não sabe nem onde fica a Bósnia, próxima adversária dos EUA na Copa, e depois pede desculpas

Repórter de TV americana faz críticas à Bósnia e depois pede desculpas Reprodução Uma repórter da emissora de TV americana ABC virou alvo de críticas po...

Repórter de TV americana diz que não sabe nem onde fica a Bósnia, próxima adversária dos EUA na Copa, e depois pede desculpas
Repórter de TV americana diz que não sabe nem onde fica a Bósnia, próxima adversária dos EUA na Copa, e depois pede desculpas (Foto: Reprodução)

Repórter de TV americana faz críticas à Bósnia e depois pede desculpas Reprodução Uma repórter da emissora de TV americana ABC virou alvo de críticas por comentários em uma transmissão ao vivo sobre a Bósnia, adversária dos Estados Unidos na Copa do Mundo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Zagueiro da Bósnia já impediu assalto em Londres e bateu no assaltante; veja Após dizer que na próxima rodada a equipe dos Estados Unidos vai enfrentar a Bósnia, Abigail Vélez disse no ar e ao vivo que não saberia apontar onde o país fica no mapa, não saber absolutamente nada sobre a Bósnia e não querer saber. Após a repercussão negativa, ela publicou um pedido de desculpas no X. O post, publicado em 27 de junho, alcançou mais de 3,2 milhões de visualizações. "Em uma tentativa mal planejada de me divertir um pouco com a competição da Copa do Mundo, passei dos limites e fiz, ao vivo, um comentário impensado, insensível e inadequado. Peço desculpas ao povo da Bósnia e à seleção de futebol da Bósnia. A Copa do Mundo deve servir para unir comunidades ao redor do mundo, e meu comentário não refletiu esse espírito. Desejo a todas as equipes muito sucesso na continuidade de sua jornada na Copa do Mundo." Após a repercussão negativa, ela publicou um pedido de desculpas no X. Reprodução Os Estados Unidos vão enfrentar a Bósnia e Herzegovina na próxima quarta-feira (1º). País dividido A Bósnia e Herzegovina fazia parte da Iugoslávia até o início dos anos 1990, quando diversos movimentos separatistas eclodiram no antigo país comunista. Após a independência da Croácia e da Eslovênia, os bosníacos, o maior grupo étnico da região e majoritariamente muçulmano, reivindicou independência de Belgrado. O que se seguiu foi um dos mais sangrentos conflitos da história da Europa no pós-Segunda Guerra Mundial. Os sérvios que moravam no país, apoiados por Belgrado, a capital iugoslava (atual Sérvia) se opôs e iniciou uma campanha militar que culminou na limpeza étnica e no massacre de centenas de milhares de bosníacos. A guerra se estendeu de 1992 a 1995 e envolveu também os bósnio-croatas, outro grupo étnico que vivia no território. O conflito ficou marcado por assassinatos em massa da população civil, como o Massacre de Srebrenica, em 1995, quando forças sérvias assassinaram mais de 8.000 bosníacos. A capital do país, Sarajevo, ficou totalmente destruída. Franco-atiradores sérvios tomaram as colinas ao redor da cidade e alvejavam a esmo civis nas avenidas da cidade. A estrutura atual da Bósnia e Herzegovina surgiu a partir do Acordo de Paz de Dayton de 1995. Este acordo encerrou a guerra entre sérvios, croatas e bosníacos. O país ficou dividido em entidades representativas divididas entre as três principais etnias. Diversos políticos e militares sérvios, como o ex-presidente Slobodan Milosevic e o general Ratko Mladic, foram condenados pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. O país é candidato à adesão à União Europeia e faz fronteira com a Croácia, Sérvia e Montenegro. Bósnia e Herzegovina Arte/ g1 Leia também: Itália não tem provas suficientes para levar a julgamento caso do 'safári humano' em Sarajevo, diz agência Comissão Europeia propõe Bósnia como candidata a integrar UE 'Massacre de Srebrenica pode ocorrer em qualquer lugar'